EMPREGABILIDADE – Sepulte este dinossauro

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Poucos deixam a escola sonhando em ter uma grande empresa. Infelizmente, a maioria sonha com um grande emprego.

A educação curricular brasileira é formadora dos “cabeças de empregado”. Eu, você e nossos filhos fomos educados para ter patrão, carteira assinada, FGTS, aposentadoria, enfim, ter “segurança”.

Fizeram-nos sonhar, seja na família ou na escola, com aquele empregão no Banco do Brasil, na Petrobras ou numa grande empresa pública ou privada. Quando é chegada a hora de realizar este sonho de mais de 20 anos, descobrimos que não há mais “empregão” e nem “empreguinho”. A ordem do dia é automação, terceirização, quarteirização, privatização e gestão empresarial na busca da competitividade, na qual o desemprego virou ordem do dia. Estamos protagonizando a maior revolução no mundo das relações de trabalho.

 

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Analise comigo a formação desta palavra:

PREGO = utensílio utilizado para pregar, prender ou fixar.

EM + PREGO = aquilo que está preso por prego, está fixado.

EM + PREGA + DO = aquele que está preso a uma relação fixa, pregada, sem liberdade.

Você pode observar que, no fundo, a palavra empregado re-mete-nos a uma relação sem liberdade, a uma relação de escravidão. Isso tem muito a ver com nossa formação histórico-cultural. Fomos explorados e escravizados pelos nossos colonizadores. Eles só se interessaram pelas riquezas da nossa terra. A ordem era extrair e tirar o que pudessem, mantendo o povo escravo e ignorante. Nossa realidade não mudou muito, apenas foram aperfeiçoadas as técnicas. A escola está centrada na educação “decoreba”, com o grande agravante de penalizar e ressaltar o que o aluno não sabe. Penso que seria muito mais estimulante se fosse focada no reconhecimento e na exaltação do que o aluno sabe. Até hoje, estão ensinando que o Brasil foi descoberto por Pedro Álvares Cabral no ano de 1500, depois que o curso de suas embarcações foi desviado pelo mau tempo e, quase que por susto, descobriram o Brasil. Não é travada uma discussão séria a respeito do Tratado de Tordesilhas, que seis anos antes já estava assinado entre Portugal e Espanha, os quais sabiam da existência de um novo continente.

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Educar é libertar. Libertar é ensinar a pensar. Enquanto a escola se prestar a formar apenas mão-de-obra, nossa gente vai estar condenada à escravidão hereditária, internacionalizada agora com o lindo nome de “globalização”. Depois de toda essa carga educacional redutora da auto-estima, da autoconfiança, que castrou e cerceou nossa liberdade de escolha, somos chamados a ser empreendedores, e nos será cobrado e exigido exatamente o contrário do que nos foi ensinado. Espero que esta fala sirva como motivação para juntos mudarmos o curso da História. Mudar uma cultura é trabalho para duas ou mais gerações. Nossos filhos e netos serão os principais beneficiários desta nova mentalidade que eu chamo de empreendedorismo. Uma educação focada na liberdade de opções e escolhas, na qual o homem possa trilhar um caminho sem o paternalismo estatal social. Haveremos de respeitar as peculiaridades, as diferenças, as aptidões, as vocações e a missão de cada cidadão. Ao Estado caberá a obrigação de preservar e manter a ordem num país onde todos possam ter igualdade de oportunidades. A educação é a solução para a escravidão.

Ao observar os empreendedores de sucesso, pude compilar didaticamente a cultura empreendedora da seguinte forma:

 

DECÁLOGO DA TRABALHABILIDADE

 

1. TRANSFORMAR CRISE EM OPORTUNIDADE

Os empreendedores são otimistas. Conseguem transformar tragédia em oportunidade. Uma situação de desemprego pode ser encarada não como o fim do mundo, mas como o início de uma grande oportunidade de começar um negócio.

 

2. EMPREENDER SEM CAPITAL

A habilidade de começar com quase nada é uma das mais importantes. O telefone, o carro da família, a dependência de empregada virando escritório: é o improviso gerando soluções para quem não tem capital. A utilização do capital de terceiros, com o tempo, faz surgir do nada verdadeiros impérios empresariais.

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3. MARKETING E NEGOCIAÇÃO

A capacidade de vender a ideia é, sem dúvida, uma grande habilidade dos empreendedores. São capazes de vender seu peixe com uma maestria admirável. São vendedores de sua imagem profissional e de seus talentos.

 

4. KNOW-HOW E EXPERIÊNCIA ANTERIOR

Negócios são abertos, em geral, por ex-gerentes e executivos do mesmo ramo. Desta forma, eles já detêm uma boa rede de relacionamentos com fornecedores, concorrentes e clientes. Este networking (rede de relacionamentos) e este know-how (saber fazer), sem dúvida, têm sido a melhor vacina contra o fracasso.

 

5. VISÃO EMPREENDEDORA

Aqui está a habilidade de enxergar no mercado as lacunas deixadas pelas empresas. Criam-se novos caminhos, novos horizontes que, no início, nada mais eram que uma mera intuição, um feeling.

 

6. OPINIÃO PRÓPRIA

Não é incomum encontrarmos familiares de empreendedores dizendo que o negócio só foi para frente porque ele era um teimoso, um cabeça-dura que não ouvia ninguém. Contrariou tudo e todos, e, com a sabedoria dos mestres, soube discernir, ouvir e escutar.

 

7. PERSISTÊNCIA

Esta tem sido um verdadeiro teste de paciência e resistência. É muito comum querermos saber como certa pessoa conseguiu esperar com paciência todo aquele tempo de vacas magras. Agradecer o semear e cuidar com amor e dedicação enquanto se espera a hora da colheita é uma verdadeira virtude humana. Todos sabem que é na hora mais escura e fria da noite que o dia começa a clarear, mas poucos têm a paciência de estar acordados e alertas nessa hora.

 

8. ASSUMIR RISCOS

É a atitude de coragem de superar o medo, de trilhar caminhos incertos, mantendo a chama da esperança acesa. Saber calcular riscos e ousar enfrentar o novo. Aqui, é colocada em xeque nossa autoconfiança e nossa autodeterminação.

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9. SER LÍDER E ENTUSIASMADO

Esta habilidade de se automotivar e conseguir aumentar a energia dos colaboradores e envolvidos é, sem dúvida alguma, fundamental. Saber delegar, definir tarefas, organizar, combinar métodos e processos e, sobretudo, saber reconhecer os liderados. Aqui é a prova de fogo da auto-estima.

 

10. HARMONIA COM A MISSÃO

Se falamos Pelé, vem à nossa cabeça o futebol. Se falamos Chico Anísio, vem-nos o humor. Se falamos Roberto Carlos, pensamos em música romântica. Será que o sucesso ocorreu por acaso? Não. Ele é composto por um conjunto de habilidades e renúncias que estão alicerçadas em nossos talentos, em nossa vocação, em nossa missão. É aqui que aparece o amor, a dedicação e a entrega de corpo, alma e espírito a uma causa maior da nossa razão de viver.

 

Conclusão

Observando essas habilidades, você pode fazer um exame de consciência acerca da sua preparação pessoal para ser um empreendedor de sucesso. Se ainda não se sentir à vontade, não tenha pressa, procure desenvolver as habilidades que ainda lhe faltam. É mais inteligente aguardar e se preparar melhor para enfrentar os desafios de ser um empreendedor.

Por Prof. Flávio De Almeida

 

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