Startup de SC contrata brasileiros para trabalhar em empresas americanas de TI

Esta postagem foi atualizada em 24 de fevereiro de 2021

Florianópolis 27/1/2021 – As empresas americanas com operações no Brasil estão em busca de talentos locais de liderança sênior aqui, em vez de trazer expatriados de outros países.Com a crescente demanda por profissionais de Tecnologia da Informação e Comunicação, Ciência da Computação e Engenharia de Software, empresas americanas se voltam para o mercado brasileiro. Surge a importância do recrutamento tech.

Cenário preocupante – Apesar dos impactos econômicos trazidos pela COVID-19, os Estados Unidos está entre os países mais afetados pela falta de profissionais de TI. É o que evidencia uma pesquisa recente do Manpower Group. De acordo com o levantamento, quase 7 em cada 10 empregadores do setor relataram dificuldades em preencher vagas – índice mais de três vezes maior do que há uma década.

As perdas de receita potencial são significativas. Estima-se que somente entre as empresas de FinTechs (softwares e aplicativos para serviços financeiros), o prejuízo chegue a mais de 1,3 trilhão de dólares. O déficit de trabalhadores para estas posições é de 10,7 milhões pessoas.

Já as indústrias de alta tecnologia, mídia e telecomunicações precisam de 4,3 milhões de especialistas digitais até 2030. Estima-se que essas carências custarão a elas 449,7 bilhões de dólares em receitas não realizadas (a capitalizar).

O mercado de trabalho nova-iorquino é o mais afetado. Após uma década de pesados investimentos no desenvolvimento de um ecossistema de tecnologia e SaaS – Software as a Service (software como serviço, em português), a região se tornou o segundo maior polo para programação, perdendo apenas para São Francisco, na Califórnia.

A solução encontrada pelas empresas de lá, então, tem sido se voltar para a América Latina. São muitos os motivos que levam americanos a sondar profissionais brasileiros para atuar remotamente na indústria de tecnologia da informação. Entretanto, as principais vantagens estão na sobreposição de fusos horários, os custos atraentes para a folha de pagamento e, principalmente, o alto nível de qualificação dos brasileiros quando comparados a profissionais de outras partes do mundo.

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Problema mundial, solução brasileira – A população mundial de desenvolvedores de software, atualmente em 24 milhões, deve continuar a crescer.

Em 2024, os EUA perderão sua liderança para a Índia enquanto maior centro populacional de desenvolvedores. A América Latina é, agora, a segunda população de TI de crescimento mais rápido. Os dados são da Evans Data Corporation. O Brasil se destaca a passos largos. O país lidera o ranking latino-americano de investimentos em TI.

Dados compilados de fontes especializadas como Agile Nation, CodeinWP, HackerRank, e Qubit Lab revelam o cenário brasileiro de mercado de TI. Estima-se que 6,18 milhões de profissionais sejam fluentes em inglês. Além disso, são 46 mil graduados em TI por ano.

Tratando-se de tecnologias específicas, outros destaques são o posicionamento técnico. O Brasil abriga a maior população de desenvolvedores Java do mundo, é o 2º melhor para sistemas legados e desenvolvimento de mainframe (após apenas os EUA) e seus programadores ocupam a 4ª posição entre os melhores desenvolvedores front-end.

O que torna os programadores brasileiros tão atraentes – O pool de talentos brasileiro é variado e atraente. Existem mais de 133 mil desenvolvedores de UI, full-stack, mobile e de jogos disponíveis aos empregadores estrangeiros.

Para as empresas americanas, o fato de esses profissionais estarem disponíveis em uma diferença de fuso horário de apenas 1 a 3 horas é visto como uma vantagem a mais, desbancando a concorrência do Leste Europeu e Sudeste Asiático.

Algumas características comportamentais atraem empregadores estrangeiros. O Brasil é visto como um país bastante diverso, onde os profissionais tendem a apresentar algumas características que beneficiam as equipes que os acolhem.

Dentre elas, destacam-se a postura de resolução de problemas diante das adversidades, levando à engenhosidade e inovação; a atitude descontraída e adaptabilidade às mudanças, facilitando a melhoria contínua; e a forte capacidade de navegação em ambientes multiculturais.

Em uma conferência recente na Universidade de Stanford, o consultor Spencer Stuart destacou que é muito mais uma questão de inteligência e experiência, não de preços.

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“As empresas americanas com operações no Brasil também estão cada vez mais em busca de talentos locais de liderança sênior aqui, em vez de trazer expatriados de outros países.”

Efeito COVID-19 – Com a popularização do trabalho remoto, mais e mais empresas estão se estruturando para manter times distribuídos também após a pandemia. A distância física tem se tornado um critério cada vez menos relevante, prevalecendo o critério de perfil técnico-comportamental. Havendo boa conectividade e inglês fluente, o candidato qualificado está apto a se candidatar.

Grandes nomes se voltam para o mercado brasileiro – Entre as mais novas empresas a construírem times no Brasil, estão gigantes de tecnologia, como a Datatrak (soluções em nuvem para análises clínicas), a PowerSchool (maior empresa de tecnologia para a educação do mundo) e uma importante empresa de buscador para vídeos e gifs, recentemente adquirida pela Facebook.

Entre os perfis mais buscados estão DevOps/SRE, Cientistas de Dados, Designers UX/UI e programadores web e mobile.

Como trabalhar para uma empresa americana  – Por se preocuparem em oferecer condições atraentes de trabalho e fornecer apoio adequado em termos de RH, essas empresas têm optado por utilizar os serviços da empresa de HRO (Human Resources Outsourcing – Terceirização de Recursos Humanos, em português), como a catarinense Ubiminds. A startup faz o recrutamento e seleção, contrata, executa serviços de Departamento Pessoal e outras ações de apoio à retenção e sucesso dos profissionais.

Entregar tal estrutura de apoio não seria possível no caso de contratação direta, por exemplo, ao menos que tais empresas abrissem escritório no país – o que seria moroso e, muitas vezes, inviável financeiramente. Talentos de TI interessados em concorrer às oportunidades devem se inscrever pelo site da empresa.

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Serviço

O que: vagas remotas para o setor de SaaS/TICs para empresas americanas (Califórnia, Texas e Nova Iorque).

Como: análise de currículos, testes online e entrevistas por vídeo.

Onde: inscrição na comunidade de talentos da empresa Ubiminds, pelo site www.ubiminds.com.

Website: http://www.ubiminds.com

Agnela Pires

Engenheira civil e empreendedora de Marketing Multinível. Em constante desenvolvimento pessoal nas áreas de liderança e gestão de equipes. Para entrar em contato ou discutir oportunidades de negócios, por favor deixe o seu comentário a baixo.

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